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Cuidados ainda no ventre

Há alguns anos a medicina abriu as portas para o diagnóstico da saúde da criança ainda na barriga da mãe. Alguns exames são obrigatórios para todas gestantes e, outros recomendados quando há antecedentes familiares de doenças ou, se a mulher tem mais de 35 anos.


1º mês

Com a evolução da medicina é possível verificar o grau de anemia fetal e, com isto, realizar transfusões sanguíneas salvando fetos. Atualmente, é possível realizar exames mais sofisticados e precisos na área de diagnose. Com novas tecnologias, como o ultrasom de alta resolução, várias informações estão sen-do avaliadas no exame Morfológico Fetal.


2º mês

Atuando na prevenção, diagnóstico e tratamento, esta ciência possibilita o acompanhamento detalhado do desenvolvimento do feto. Este procedimento é de fundamental importância para aqueles considerados como grupos de risco: idade materna acima de 35 anos; consangüinidade (filho de primos, irmãos); doenças hereditárias; doença materna; infecções maternas; exposição materna a medicamentos fortes; exposição excessiva a radiação e ultrasom.


3º mês - EXAMES E TRATAMENTOS FEITOS AINDA NO ÚTERO

Realizados na primeira metade da gravidez, os exames pré-natais são a maneira mais segura de diagnosticar doenças genéticas, congênitas e de má-formação do feto. Estes exames permitem detectar precocemente problemas que podem ser corrigidos ainda no útero, a partir da 20ª semana de gestação, sem grandes riscos para a mãe ou para o feto. Conheça a seguir os exames mais modernos, saiba para que servem, como são realizados, quem deve fazer, quando devem ser feitos e os tratamentos em caso de ser detectado problemas.


4º mês - EXAME DE SANGUE

Como é feito?
Colhe-se o sangue em jejum para análise laboratorial.

O que detecta?
Se a gestante tem ou já teve Rubéola, Toxoplasmose, HIV, Citomegalovírus e Hepatite B.

Quem deve fazer?
Todas as gestantes.

Quando?
No primeiro trimestre.

Tratamento?
Usar medicamentos que evitem a transmissão do vírus para o feto.


5º mês - ULTRASOM MORFOLÓGICO

Como é feito?
Um exame de Ultrasom detalhado, realizado apenas por especialista em medicina fetal.

O que detecta?
Má-formação.

Quem deve fazer?
Todas as gestantes.

Quando?
Entre a 18ª e 24ª semana

Tratamento?
Acompanhamento da gravidez e eventual antecipação do parto. Nesses casos, o médico pode fazer cirurgias neonatais para correção de má-formação e até transplantes de órgãos.


6º mês - ULTRASOM DE ALTA RESOLUÇÃO

Como é feito?
Por meio de Ultrasom Pélvico.

O que detecta?
Má-formação anatômica.

Quem deve fazer?
Gestantes do histórico familiar ou casais que tenham um filho com problemas.

Quando?
A partir da 20ª semana.

Tratamento?
Dependendo do caso (obstrução de vias urinárias ou cistos no pulmão, por exemplo) é possível operar o feto ainda no útero.


7º mês - ULTRASOM DE ALTA RESOLUÇÃO

Como é feito?
Exame de sangue realizado duas horas depois da ingestão de alta dose de glicose.

O que detecta?
O que detecta? Propensão para o diabetes.

Quem deve fazer?
Obesas, mulheres com mais de 35 anos, quem já teve filhos que nasceram com mais de 4 quilos, ou portadores de candidíase crônica (o diabetes aumenta a incidência da doença por deixar o meio vaginal mais ácido).

Quando?
Entre a 20ª e a 24ª semana.

Tratamento?
Submeter-se a Dieta e medicamentos.


8º mês - DIAGNÓSTICO PRÉ-NATAL DE INFECÇÕES CONGÊNITAS

Toxoplasmose rubéola e citomegalovirose são infecções transmitidas com maior freqüência ao feto e o diagnóstico pré-natal é realizado através de ul-tra-sonografia e análise de líquido amniótico ou de sangue fetal. Durante a gestação, ocorre transmissão ao feto em cerca de 40% dos casos de manifes-tação de toxoplasmose materna de forma aguda. Nesses casos, o recém-nascido acabará manifestando a doença na forma clínica ou subclínica. Na Rubéola, o risco de acometimento fetal é controverso, mas superior a 50% no primeiro trimestre da gestação. Na Citomegalovirose, há risco de 30% a 40% de o feto ser acometido durante a gestação. O mais importante é que a gestante realize o controle ultra-sonográfico ao menos uma vez a cada trimestre. Este procedimento pode gerar absoluta segurança para mãe e para o bebê.


  Toxoplasmose Rubéola CMV
Agente Toxoplasma gondii Vírus (RNA) Vírus (DNA)
Risco de transmissão fetal Maior no 3º trimestre Maior no 1º trimestre Toda a gestação
Risco de dano fetal Maior no 1º trimestre Maior no 1º trimestre Toda a gestação
Amniocentese - após 15 semanas PCR + Isolamento (mais utilizado) PCR + Isolamento (menos utilizado) PCR + Isolamento (mais utilizado)
Cordocentese – (após 22 semanas) Hemograma, GGT, DHL, Plaquetas, IgM e isolamento (menos utilizado) Hemograma, GGT, DHL, Plaquetas, IgM e isolamento (mais utili-zado) Hemograma, GGT, DHL, Plaquetas, IgM e isolamento (menos utilizado)
Sinais Ultra-sonográficos Hepatomegalia, Asci-te, Hidrocefalia e cal-cificações intra-cranianas. Microftalmia, Hidropi-sia, RCIU e Alterações cardíacas. Hidrocefalia, Calcifi-cações intra-cranianas, RCIU e Hi-dropisia.
Principais seqüelas Hidrocefalia, Hepato-es-plenomegalia e Lesão ocular. Catarata, Surdez, e Lesão cardíaca. Lesão ocular (uveíte), Micro / Hidrocefalia, Surdez.

Leia também: Ultra-som 4D; Auto-exame da Mama; Nutrição





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