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Mulher
deve se exercitar 1 hora por dia, diz estudo
A ultrassonografista Eloah de Moraes Teixeira, 52, que pratica
atividades intensas há 18 anos
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Para manter o peso saudável ao longo
dos anos, mulheres devem se exercitar ao menos uma hora
por dia, de cinco a seis vezes por semana. É o
que sugere um estudo divulgado no "Jama" (periódico
da Associação Médica Americana),
realizado com mais de 34 mil mulheres que foram acompanhadas
durante 13 anos. Elas tinham, em média, 54 anos.
As voluntárias foram divididas em três
grupos. Em um deles, elas se exercitavam até
30 minutos por dia, cinco vezes por semana. No outro,
cerca de uma hora por dia cinco vezes por semana e,
no terceiro grupo, |
praticavam mais de uma hora de atividades com a mesma frequência.
As que ganharam menos peso ao longo dos anos de estudo se
exercitaram cerca de 420 minutos semanais -o que representa
aproximadamente 60 minutos por dia. Para essa pesquisa, nenhum
grupo fez dieta com restrição de calorias.
"Os resultados do estudo mostram que sustentar uma prática
de exercícios de aproximadamente 60 minutos por dia
é necessário para manter um IMC (índice
de massa corporal) normal e prevenir ganho de peso",
dizem os pesquisadores no artigo, médicos da Universidade
Harvard.
A constatação é diferente das recomendações
divulgadas em 2008 pelo American College of Sports Medicine
-órgão que emite orientações sobre
a prática de atividades, normalmente absorvidas por
associações brasileiras. Nas diretrizes, a indicação
era a prática de 30 minutos de exercícios moderados
ou intensos no mínimo cinco vezes por semana para manter
o peso saudável e prevenir doenças crônicas.
No entanto, ao menos para as mulheres de meia-idade, os pesquisadores
sugerem que esse programa de treinamento pode não ser
suficiente para manter o peso -apesar de trazer benefícios
ao sistema cardiovascular e ajudar no combate de problemas
metabólicos, como diabetes e colesterol alto.
A partir dos 45 anos, há diminuição na
produção dos hormônios, principalmente
dos anabólicos, como a testosterona. Com isso, há
redução natural da massa muscular, tecido que
contribui para o gasto total de energia do organismo.
Com o passar dos anos, a intensidade das atividades diárias
também diminui. Logo, mulheres mais velhas deveriam
ter gasto calórico formal (na forma de exercícios)
maior para compensar essa perda.
"O gasto calórico do exercício propriamente
dito é baixo [em relação à ingestão
diária de calorias]. Mas ele tem um impacto maior do
que isso, pois aumenta a disposição ao longo
do dia e eleva a frequência da prática de outras
atividades físicas, como uso de escadas e caminhadas
no lugar de usar carro, o que gera um gasto calórico
total maior ao longo do dia", afirma Paulo Zogaib, fisiologista
do exercício do Cemafe (Centro de Medicina da Atividade
Física e do Esporte), da Universidade Federal de São
Paulo.
Não de uma vez
A orientação dos especialistas, no entanto,
é que a mulher busque fazer exercícios em um
ritmo e frequência proporcionais ao seu preparo físico.
Se ela é sedentária, por exemplo, deve começar
com um programa mais leve, com orientação, e
aumentar o tempo e a intensidade conforme adquire condicionamento.
"Como o metabolismo muda com os anos, quando o objetivo
da atividade física é manter ou perder peso,
aconselho ainda fazer acompanhamento nutricional, para a mulher
não se desnutrir ou ter uma alimentação
desequilibrada", diz o cardiologista e médico
do esporte Carlos Hossri, responsável pelo programa
de reabilitação cardiopulmonar e metabólica
do HCor (Hospital do Coração).
JULLIANE SILVEIRA DA REPORTAGEM LOCAL, Folhas de São
Paulo, 29/03/2010

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